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Cultivo da Alfafa
Trabalho
produzido pela Embrapa Pecuária Sudeste |
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Clima
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Controle de Plantas daninhas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| O controle das plantas daninhas deve ser iniciado no momento
do preparo do solo. O solo bem preparado, com sucessivas gradagens após
germinação dessas invasoras, facilitará o controle posterior, que certamente
ainda terá população ressurgida. O uso de herbicidas durante o preparo do
solo é uma prática recomendável. Porém, a aquisição de sementes não certificadas
poderá infectar o alfafal com espécies de plantas daninhas de difícil controle.
A cuscuta (Cuscuta spp.) é uma dessas espécies. É um cipozinho amarelo esbranquiçado, que desenvolve pequenas saliências globulares que se prendem firmemente ao caule da alfafa. Dessas saliências são emitidos filamentos que penetram no tecido da planta e passam a parasitá-la por meio de sugamento até sua morte. A propagação dessa planta daninha é feita por fragmentos, tubérculos e sementes, podendo aniquilar um alfafal em pouco tempo. O único controle viável dessa planta daninha em alfafa é o uso de sementes certificadas sem cuscuta. Caso haja infestação por maquinários contaminados, o controle deve ser no início e no local de ocorrência, a fim de evitar sua disseminação. Em condições da região Sudeste, a variação de rendimento de matéria seca da alfafa, em razão de interferência da comunidade infestante, pode ser observada na Tabela 4.
Nota-se que a competição imposta pelas plantas daninhas em alfafa é mais acentuada a partir da primavera e durante o verão, chegando ao redor de 60% de redução de matéria seca. Por outro lado, a partir do outono e no inverno, verifica-se que há menor interferência de uma comunidade infestante, que em São Carlos, SP, é formada principalmente por capim-braquiária (Brachiaria decumbens), picão-branco (Galinsoga parviflora), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), caruru-de-espinho (Amaranthus spinosus), grama-seda (Cynodon dactylon) e trapoeraba (Commelinia benghalensis). Na Tabela 5, encontram-se listados alguns herbicidas mais utilizados no controle químico de plantas daninhas em alfafa.
2 PRÉ (pré-emergente): herbicidas aplicados durante a semeadura, antes da emergência da alfafa e das plantas daninhas. O trifluralin não deve ser incorporado, apresentando espectro de controle igual ao do EPTC. 3 PÓS (pós-emergente): herbicidas aplicados após a emergência da alfafa e das plantas daninhas. O trifluralin e o metribuzin devem ser aplicados logo após o corte ou o pastejo, e em mistura (trifluralin + metribuzin) aumenta-se o espectro de controle. As folhas largas podem ser controladas após a emergência, com bentazon quando a alfafa estiver com altura de 15 cm. Já os tratamentos emergenciais, de grande espectro de controle (paraquat, glyphosate) devem ser realizados imediatamente após o corte ou o pastejo do alfafal.
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