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Cultivo da Alfafa
Trabalho
produzido pela Embrapa Pecuária Sudeste |
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Clima
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Solos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Dos fatores que mais interferem na adaptação
da alfafa às condições brasileiras, o solo é
o mais importante. Este deve ter estrutura média (areno-argiloso),
ser profundo, sem camada de impedimento (compactação),
ter boa permeabilidade, ser bem drenado, com lençol freático
situado a mais de 2 metros de profundidade em razão do vasto sistema
radicular da planta (fusiforme e penetrante), e de preferência
ser fértil e ter pH neutro. Áreas cujo solo não
preencha esses requisitos terão custos de produção
elevados, sendo o processo de escolha da área para exploração
da cultura um dos aspectos mais importantes para o produtor.
Para diversos tipos de solo, recomenda-se, para a cultura da alfafa, pH entre 6,5 e 7,5, ainda assim dependendo de outras características, como textura, matéria orgânica e acidez do subsolo. No Brasil, para a região Sul, recomenda-se que o solo tenha valor de pH 6,5 para o cultivo de alfafa. Para o Sudeste, a correção de acidez é baseada na saturação por bases, para a qual o nível de 80% é desejado, tanto para formação como manutenção da cultura. Nas condições da região Sudeste, o cultivo da alfafa é bastante restrito quanto à produtividade e a longevidade da cultura, em função da baixa média fertilidade da maioria dos solos predominantes. Os solos para o cultivo de alfafa, no entanto, podem ser alterados quanto às suas propriedades físicas (subsolagem) e químicas (calagem, adubações química e orgânica), sendo que a intensidade dessas práticas culturais será função de análises química e física do solo. Preparo do solo O preparo do solo, após a análise e a interpretação da fertilidade do solo, deve seguir o seguinte roteiro: 1. Sobre o solo ainda intocado, distribuir metade da dose total de calcário. 2. Em seguida, efetuar uma aração profunda (30 a 50 cm), visando inverter a leiva, para colocar o corretivo no limite inferior da camada de trabalho dos implementos. 3. Depois da primeira aração, distribuir a metade restante do corretivo, e promover gradagens (duas ou três, conforme a textura do solo) até o preparo da "cama" da semente. Observações: Se o solo for pesado ou apresentar camada de impedimento (compactação), promover a escarificação (rotovator) ou subsolagem (subsolador), pois quanto mais profundo o preparo do solo, maior será o rendimento da alfafa. A adubação orgânica é muito importante para a alfafa, representando melhoria nas propriedades físicas do solo e nos níveis de micronutrientes, porém, o esterco deve estar livre de sementes de plantas daninhas, para evitar o "praguejamento" da área. Aplicar gesso agrícola (CaSO4) junto com o calcário, quando ocorrer acidez em profundidade no perfil do solo, na seguinte dosagem: solos arenosos (até 15% de argila) = 1 a 2 t/ha; solos médios (15 – 35% de argila) = 2 a 3 t/ha; solos argilosos (35 – 60% de argila) = 3 a 4 t/ha; solos muito argilosos (>60% de argila) = 4 a 5 t/ha. Calagem A correção da fertilidade do solo, bem como a reposição dos nutrientes exportados pela cultura, é fundamental para a produtividade e a longevidade do alfafal. Em condições da região Sudeste, pelo fato de a planta vegetar e produzir o ano todo, gera-se uma demanda contínua por alta fertilidade do solo. A alfafa prefere solos neutros, com pH ideal entre 6,5 a 7,0. Ainda, segundo estimativas, 20 t de matéria seca de alfafa remove 224 e 45 kg/ha/ano de cálcio e magnésio, respectivamente. Para a região Sul do Brasil, as quantidades de calcário para a alfafa, para atingir pH 6,5, são determinadas pelo método SMP, valendo aproximadamente para cinco anos (Tabela 1). No Sudeste, essa quantidade é baseada na saturação por bases, calculada pela seguinte expressão: NC = CTC (V2-V1)/10 PRNT, em que NC é a necessidade de calagem (t/ha), CTC é a capacidade de troca de cátions em mmol/dm3 (análise do solo), V2 é a saturação por bases do solo a ser atingida, V1 é o valor atual da saturação por bases do solo em porcentagem (análise do solo), e PRNT é o poder relativo de neutralização total, que deve ser corrigido para 100%, em função da qualidade do calcário. Para a alfafa, o valor V2 é de 80%, tanto para formação como manutenção. Independentemente do método de cálculo empregado, o uso desse corretivo deve ser baseado em análise de solo. A forma de aplicação do calcário foi anteriormente descrita, no item sobre preparo do solo.
** valor R (reposição ):110 kg P2O5/ha/ano e 400 kg K2O/ha/ano. Adaptado de Siqueira et al. (1987). |
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